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sábado, 20 de setembro de 2014

DAD + Special Guests

Bandas de rock há muitas. Poucas há, no entanto, que consigam manter uma carreira estável durante mais de três décadas, sem revelarem sinais de cansaço ou sem permitirem que a passagem dos anos leve a melhor deles.

Os dinamarqueses D-A-D são um desses casos raros; um grupo que continua tão vital hoje como quando deu os primeiros passos, músicos que parecem ter sido injetados com um qualquer elixir da eterna juventude que, apesar da passagem dos anos, lhes permite continuarem a “rockar” de uma forma tão enérgica e contagiante que faria corar de inveja e vergonha muitas bandas formadas por elementos com metade da sua idade.
A par da boa forma do quarteto está a sua música, com um repertório de canções que se transformaram em hinos do universo hard rock – e onde figuram "Sleeping My Day Away", "Bad Craziness", "Jihad", "Grow Or Pay", "Point Of View" e "I Won't Cut My Hair", entre muitos outros – prontos a serem entoados em uníssono a cada vez que o grupo sobe a um palco para protagonizar mais uma das suas atuações eletrizantes e arrebatadoras. É isso que se vai passar no próximo dia 6 de Dezembro, quando Jesper Binzer e companhia regressarem finalmente ao nosso país para um espetáculo integrado na apropriadamente denominada digressão "30 Years, 30 Gigs", comemorativa do seu 30º aniversário.
Os D-A-D tiveram o seu primeiro grande êxito mundial numa altura em que o hair metal ainda estava na moda, quando em 1989 lançaram o seu terceiro álbum, "No Fuel Left For The Pilgrims". Originalmente conhecidos como Disneyland After Dark, tomaram forma em Copenhaga no ano de 1982, lançando o longa-duração de estreia, com o arrojado título "Call Of The Wild", quatro anos depois. Praticantes de um auto-denominado "cow punk", furioso punk rock carregado de influências country e southern rock, solidificaram uma base de seguidores sólida na sua Dinamarca natal à custa de uma aditiva versão de "A Horse With No Name" e do álbum seguinte, "D.A.D. Draws A Circle", que incluía o single "I Won't Cut My Hair".
Chegados a 1989 começaram a incorporar o “staccato” cheio de balanço típico dos AC/DC nas suas canções, com "No Fuel Left For The Pilgrims" a revelar-se desde cedo um registo incrivelmente orelhudo e pujante, apoiado numa secção sólida como rocha e ancorado em refrões pensados para ser entoados em uníssono por clubes e estádios a abarrotar de gente.
Umas décadas e muitos discos depois, "Sleeping My Day Away" ainda continua a ser a canção mais memorável e representativa do quarteto, atualmente formado por Jesper Binzer, Jacob Binzer, Stig Pedersen e Laust Sonne. À edição em 1989, o single atingiu de imediato o #23 da Billboard e trepou às tabelas de vendas em diversos territórios europeus, transformando-se num clássico daquela altura e mantendo-se, hoje em dia, como incontornável em qualquer playlist de clube ou rádio rock.
O álbum transformou-se, de repente, num sucesso à escala mundial – mantendo-se, por exemplo, 16 semanas no top de vendas da longínqua Austrália. Entretanto já se passaram mais de 20 anos e os D-A-D mantêm-se no activo sem revelarem sinais de declínio criativo e assinando actuações explosivas, a que ninguém que goste de bom hard rock musculado, cheio de atitude e carregado de melodias consegue manter-se indiferente.

Fonte: http://ticketline.sapo.pt/

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